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| Dona Júlia (com microfone) conclamando a população do Parque Piauí a resistir pela praça e pela vida. |
Ocupação e as lutas pelo direito
à cidade, memória, cultura, meio ambiente e á vida estão acontecendo e pulsando
cada vez mais forte. O foco agora é a praça do Parque Piauí, mas existem muitos
lugares ameaçados como o canteiro da Frei (centro) e as famílias do Boa
Esperança na zona norte de Teresina. Em União, o OcupaCibrazém também reivindica espaços
públicos para uma destinação realmente pública.
Todos estes movimentos sinalizam
um despertar, uma descoberta do que temos – das nossas origens, memórias,
expressões... - e do que podemos. Aos poucos vamos nos empoderando daquele direito
que não tem eficácia, do desejo que não tem nome, daquela liberdade que se
tornou pouca.
Sim, estamos em busca da vida
perdida e não aceitamos mais que passem com tratores e rolos compressores sobre
a nossa existência que, por séculos, esteve viciada pelo capital. Um sistema podre que providencialmente/arbitrariamente engessa
nosso lugar no mosaico-mundo.
Este sistema está muito bem representado pela Prefeitura de Teresina que, a todo custo, tenta nos tanger ao nosso papel de escravos, que só devem existir para se matar de trabalhar e pagar tributos onerosos ao soberano, sem nenhum benefício real em troca.
Sem direito a praça, a lazer, a um transporte público de qualidade e refrigerado. Refrigerado? Pois bem não bastasse não termos acesso a este direito, ainda mais essa de derrubar 177 árvores em uma praça pra construção de um terminal megalomaníaco.
Todos nós sabemos que isto servirá de fato para os lucros de uma minoria. Enquanto a população se comprime e se desidrata em ônibus lotados num trânsito engarrafado, que não tem como fluir, pela simples questão de falta de espaço. A Prefeitura resolve o problema de espaço da nossa cidade destruindo árvores de uma praça, canteiro central arborizado de uma avenida e desalojando famílias ribeirinhas.
Francamente não há como aceitar lógica tão perversa. É impressionante como não se dão conta que o nosso "problema espacial" advém exatamente desta lógica imbecil de expandir sem perceber o que está a volta.
Sem notar que enquanto formos educados para nossa própria vaidade de sonhar idiotamente com um carro pra cada um, uma casa pra cada dois no máximo e um planeta pra um umbigo, será impossível mesmo haver espaço e qualquer forma de vida neste planeta.
Ao longo da história, o que se viu foi a deterioração completa nossas relações com o mundo – tempo, espaço, corpo – com a vida.
Este sistema está muito bem representado pela Prefeitura de Teresina que, a todo custo, tenta nos tanger ao nosso papel de escravos, que só devem existir para se matar de trabalhar e pagar tributos onerosos ao soberano, sem nenhum benefício real em troca.
Sem direito a praça, a lazer, a um transporte público de qualidade e refrigerado. Refrigerado? Pois bem não bastasse não termos acesso a este direito, ainda mais essa de derrubar 177 árvores em uma praça pra construção de um terminal megalomaníaco.
Todos nós sabemos que isto servirá de fato para os lucros de uma minoria. Enquanto a população se comprime e se desidrata em ônibus lotados num trânsito engarrafado, que não tem como fluir, pela simples questão de falta de espaço. A Prefeitura resolve o problema de espaço da nossa cidade destruindo árvores de uma praça, canteiro central arborizado de uma avenida e desalojando famílias ribeirinhas.
Francamente não há como aceitar lógica tão perversa. É impressionante como não se dão conta que o nosso "problema espacial" advém exatamente desta lógica imbecil de expandir sem perceber o que está a volta.
Sem notar que enquanto formos educados para nossa própria vaidade de sonhar idiotamente com um carro pra cada um, uma casa pra cada dois no máximo e um planeta pra um umbigo, será impossível mesmo haver espaço e qualquer forma de vida neste planeta.
Ao longo da história, o que se viu foi a deterioração completa nossas relações com o mundo – tempo, espaço, corpo – com a vida.
Nossa relação com o espaço se limita a grades e vitrines. Não sentimos a terra, não trocamos cargas energéticas com ela, não existe mais nenhuma percepção do ambiente que nos rodeia, que nos pariu, que nos constrói e desconstrói. É tudo absurdamente vazio, desértico e claustrofóbico.
Nossa relação com o outro se resume a egoísmo, desrespeito, impaciência, intolerância e agressividade.
Nossa relação com o corpo é de estranhamento, de algo que não está junto, de carcaça abandonada a espera de uma outra vida ou de uma gaiola dourada, de negligência, desprezo.
Nossa relação com o tempo espatifou a memória e nos prendemos ao imediatismo, a repetição tosca que não se relaciona com a fertilidade e força criativa da reprodução.
MINHA NOSSAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHAHAHAHAHAHHHHHHHH!!!!!
Todas estas relações castrativas chegaram ao seu limite e já não suportamos mais sofrer submissos com os abusos grotescos que nos vem sendo impostos. Aos poucos vamos rompendo com cadeias de pseudofelicidade que só nos escravizam. Sim nós estamos avançando, ocupando territórios que não se restringem ao espaço geográfico. Estamos nos descobrindo e alcançando outras estâncias, que jamais/raramente foram experimentadas e que precisam se lançar nesse mar de acontecimentos que é viver.




